quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Convite

Convite


Uma luz, - Esperança renovada... Dois mil e doze chegou. Parece que foi ontem que o mundo comemorou a chagada do homem à lua. Havia uma euforia na busca do infinito. As viagens continuam. Os desafios se agigantam e o seres criado à semelhança, não semelhança física, mas, - espiritual por que Deus é Espírito, continuam suas trajetória de  novas  vitórias  sedentas para beberem do néctar da liberdade, de buscar novos rumos para vôos mais ousados.
Renovar, recomeçar ou reiniciar, não importa, importa buscar esperança, gratidão a Deus por mais uma etapa desenvolvida ou planejada nos palcos da vida, criando em cada cena uma luz de sabedoria que possa dependurada na parede, ou no teto, servir para que outros se beneficiem. Nada de pensar em tragédias ou hipóteses, sustente em seu coração o mais alto galardão de amor. Ame, ame incessantemente, viaje por entre os sulcos do seu cérebro e sinta quão grande é pensar positivamente.
Descubra Deus no orvalho das noites de reflexões, descubra Deus no contato da flor e do inseto, descubra Deus nos espinhos das espécies que se apresentam nos palcos da vida. Descubra Deus nos rochedos que escondem o por do sol ou descubra Deus no fluir do seu sangue atravessando veias e artérias.
Alegre seu coração com o mais valioso presente, - viver... Viver sabiamente, não se prendendo aos descaminhos naturais.
Jesus em seu mais harmonioso Sermão afirmou: Bem- Aventurados os mansos e pacíficos, Bem-Aventurados àqueles que sofrem, por que serão consolados. E assim o mestre exemplificou o seu amor aos povos que Bem-Aventurados se deixam transitar pelas veredas da vida empunhando a bandeira da honestidade deixando-a trapejar livremente quais os varais do poeta do morro, “nossas roupas nos varais dependuradas/quais bandeiras agitadas/pareciam um estranho festival/festa dos nossos trapos coloridos... 
Descubra os caminhos da liberdade que alivia o sono, os caminhos que facilitam o viver em plena era de inauditas viagens pelos espaços do Universo físico e do seu mundo a progredir com os valores do Espírito.
28/12/011
Manoel  Resende

sábado, 10 de dezembro de 2011

Tamborilar da chuva

Manhã de dezembro, alguns pingos de molhavam meus cabelos rareados. Elevando os pensamentos ao Pai da vida, senti uma emoção muito forte, desejei cantar a música Sertão de Caicó, onde a mariazinha/ botou flores/ na janela /vestiu um vestido branco/véu e flores na capela. Ao som dessa poesia, expandi o meu peito e cantarolei baixinho num momento de felicidade ao sentir o tamborilar da chuva sobre a minha cabeça. Penetrei numa porta que há trinta e dois anos senti  imenso prazer de transpor aquele retângulo com alguns momentos de alegria como se fosse a porta estreita relatada por um homem que andava descalço, lá;-na palestina.
Prazerosamente, não consiste a vida no comer, no vestir, ou desfrutar dos artefatos que a sociedade industrial criou, mas, descobrir nos prazeres da existência os momentos de felicidade. Aprender a amar considerando que todos somos filhos do Altíssimo e que nenhum prazer efêmero é maior que sentir alegria em nossos momentos de reflexões. Foi assim como fez o Apóstolo pescador, que aceitou envolvido de profunda emoção quando o galo cantou três vezes, possivelmente o seu angustiado coração desabrochasse naquele momento onde os sons penetraram-lhe na alma impulsionando para a grande missão. Assim também ocorreu com Maria de Nazaré quando sentiu em seu ventre os movimentos de um menino que seria reverenciado por Reis e estrelas que cintilavam no céu numa avalanche de luz. As manjedouras recolhidas no fundo do estábulo transformavam-se em luzes que não somos capazes de quantificar.
Sua vestes, rasgadas sob o ódio do Sinédrio, não exemplificava que ali, sob um corpo lanhado, estava o Filho de Deus, olhos altivos, cabelos cobrindo os azulados olhos de perdão, e profunda compaixão daqueles que lhe açoitavam
A subida do monte caveira transportando uma peça lavrada por um irmão de profissão do seu pai, pesava em seus ombros dilacerados.
Assim, pergunte a você,- quando Jesus entrou no seu coração?...

09/12/2011
            Manoel Resende

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Filho de Maria

Filho de Maria
Mais um Natal se aproxima. Dentre tantos que já vivi, sinto-me calcinado pelos valores que mancham a passagem dessa data para o mundo cristão.
Pessoas enoveladas pela data tornam-se truculentas, desatentas aos sabores da vida pendendo apenas para o lado dos sentimentos materiais.
Torna-se preciso buscar na literatura do Nascimento Do Filho de Deus, de que por mais aquinhoado ou pobre que sejam os cristãos, estão muitos deles,  esquecidos dos mais nobres sentimentos da beleza espiritual que foi o nascimento do Menino de Maria.
Sua mãe angelical desfraldou a bandeira da humildade para receber em seus braços o Divino mestre que tanto amamos. Às vezes nos perguntamos, teria sido Jesus um menino que brincava com gravetos ou algum pedaço de corda, ou até mesmo com os dedos sujos de terra sobre os lábios para ouvir o som da sua voz, ou talvez engatinhar com um joelho levemente suspenso, pés descalços e manto roto. Talvez alguns não consigam avaliar os seus gestos, as suas primeiras palavras, ou muito menos o quanto foi gratificante para o nosso orbe a sua bendita vinda. Jesus que habita nos corações daqueles que buscam a verdade. Teria sido uma criança feliz, ou ingênua, ou apenas mais uma criança? O que na verdade ocorreu foi que possivelmente diferenciada, sua vida tenha sido um hino amparado por anjos celestiais da mesma falange, para suportar as turbulências de um mundo de falhas morais, onde ele aprendeu ao tornar-se Jovenzinho para ensinar os doutores da velha lei. Teria ele nadado nas águas do Rio Jordão, ou aprendido de Maria os caminhos redentores da alma? Possivelmente era uma criança diferente, seu olhar era manso, suas ações estavam vinculadas ao velho pai que manejava a enxó, o trado, ou talvez o rude serrote no inabalável desejo de aprender a arte da embrionária carpintaria. O Filho do carpinteiro teve uma infância abastada nos conhecimentos celestiais. Sua glória não era a de perambular pelas ruas poeirentas de Nazaré e sim a de tornar-se o mais angelical dos meninos da sua idade e como tal, possivelmente, - já discriminado pelo seu jeito, e pelo semblante angelical tal qual O Apóstolo João, fala em seu Evangelho, Ele era o Verbo e o Verbo estava com Deus...
Considerando todas essas nuances resta-nos meditar profundamente que o Natal deveria ser de louvor para o menino que se tornou homem, mas, que habita no coração daqueles que conseguem entender o Natal...
Manoel Resende 22/11/11