quarta-feira, 27 de julho de 2011

Elegia de um Guerreiro

Elegia de Um Guerreiro

Saulo...tua túnica manchada torna-se o manto da noite fria;
Suas convicções... fieis ao sinédrio,  de horror vão surgindo;
Debuxando na tela do horror, sua vã, e torpe ousadia;
No sol , na chuva , ao vento  sem rumo – ,divagando  em triste agonia;
Seguistes em lutas.... fieis as leis que tanto estudastes...
Teu porte de atleta, em bigas  entalhadas por hábeis artesãos;
Servia-te  de status,  entre  o sonho e o prazer, ou talvez ilusões;
Nas lidas com os livros, pensavas por  extravagantes caminhos;
Até que um dia;... da torpe jornada, procuravas o nada e nada encontrastes;
Intrépidas visões  maceravam tua alma de dor e de pranto.;
Abigail ...teu encanto-, de deusa menina com  amor te saudava; sem ver  nos teus olhos o brilho esperado...
Na casa do caminho; ouves de Estevão um hino de amor;  que mal entendestes...
Saístes ofegante, o coração fibrilando sem poder respirar ;
Colhestes em cartas, um salvo –conduta para saldar tua dor;
Nas noites vazias, ao som do chicote , fostes o feroz feitor...
Dos pobres famintos , ao zunir  do chanfalho...em corpos lanhados , vertendo o vermelho ... nos becos da dor...
Tua alma teimosa quais espinhos latentes; ferindo os cristãos...
No centro da praça-, em meio as tormentas das pedras atiradas;
Num corpo desnudo , olhar no horizonte em forma de luz...
Estêvão dizia, entre os dentes quebrados , o corpo ferido e um aceno de amor,” não lhe imputes esta pena... querido Senhor”!
Uma voz feminina em prantos ardentes ,ante o sol escaldante
estalando o chão.
Dos lábios da deusa, ao Saulo dizendo...Esse... ,é o meu querido irmão...

Manoel Resende
17/07/2011

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