Morte, uma transformação!
Viver ou morrer são duas vertentes da natureza, que, se encadeiam nos fenômenos da vida, como fatos naturais. Não é a morte mais que a vida e nem a vida mais que a morte tudo está em completa harmonia com o todo universal,
Partindo do principio de que “Nada se perde, tudo se transforma.”(Lavosier)
Começo fazendo um esforço para entender por que morremos, por que ainda não entendemos o fenômeno da morte.
Não é possível compreender a morte sem avaliarmos as leis da natureza, nela encontrar-se-ão respostas mais que convincentes para sustentar a tese de que a morte verdadeiramente não existe.
O homem não é uma criação à parte no universo, sua origem tal como a semente, nasce floresce morre nasce e renasce. O poema O Princípio de Manoel Resende diz: Da terra humosa e quente/ surge a vida onipresente isolada independente onde a célula irradia/ nova etapa da vida onde Deus está presente/ dando vida a outras vidas em perpétua harmonia.
Se a natureza é uma transformação contínua concordar ou não com Lavosier é uma questão de reflexão.
Primeiramente é preciso pesquisar a vida em todos os sentidos, nas folhas que caem, nos elementos transformadores da terra, na contribuição dos raios solares, e da bênção da água como fertilizadora das transformações dos seres vegetais e animais.
Partindo do princípio de que a morte é um processo de transformação pela falta de vitalidade das células, sua mutação não poderá ser entendida como morte, porque na verdade não houve extermínio total, e sim uma mudança de estado “dando vida a outras vidas”
O fenômeno da morte que amedronta tanto as pessoas, não é mais que uma forma seqüencial de vida. Não foi dito através do Velho Testamento que do barro viemos e à ele retornaremos? Não com a simplicidade aparente do texto, porem compreendendo que nossa composição física faz parte dos elementos naturais do planeta. Estão todos contidos na tabela periódica dos elementos. È natural o receio da morte, todavia nascer morrer e renascer são fatos tão abordados e pouco compreendidos. Disse Sócrates: Todos irão morrer: eu, você, o meu filho, a minha mãe. Eu, porém, vos digo, sereis transformados em agentes da própria vida. Portanto não temo a morte porque morrer não é a morte.
20/09/009
Manoel Resende
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