terça-feira, 16 de agosto de 2011

Modo de Vida


Modo de vida

         Debruçado sobre a mesa do imaginário, descubro em minha alma que a loucura da vida é saber aproveitar o silêncio e as infindas reações da mente.
         Tamborilando cadenciadamente sobre a mesa de trabalho, vejo no infinito os motivos que alegram a vida; sinto-me criança... Conto os minutos...balbucio algumas notas musicais, e suspiro lentamente.
         Talvez a falta de inspiração me conduza a tais conclusões. Mesmo assim, continuo buscando o que fazer diante da vida.
         Mudo o foco da minha lente mental e descubro na natureza o ambiente de luz, a conversa silenciosa, pensamentos vagos, reflexão acentuada - a alquimia da vida.
                Quando os primeiros sinais de fogos anunciaram a passagem do ano Cristão, de dois mil e onze, fatos passados acumulados em minha mente, vieram à tona, qual cortiça presa no fundo do mar, quem sabe do náufrago. O Grumete.
             O “milagre” da transformação, ou simplesmente o rumo das coisas e dos seres, é algo inexplicável. Quando lembro das agonias vividas no período de extrema lacuna em meu coração, eu simplesmente os encobria através dos vários artifícios.            
             O Ano Novo chegando trazendo esperança, fazia-me repensar pausadamente em tudo o que eu precisava mudar na minha vida. 
         Totalizando pouco mais de sessenta dias da minha experiência quase morte, vislumbrei o momento de refletir nas minhas ações, nos meus costumes, nas minhas dúvidas, em fazer dieta e exercícios físicos. Isso me parecia coisa de Narcisismo. O que não era. Era apenas o orgulho que dilacerava minha alma que, ruidosamente justificava a fobia por compromissos rotulados de inadiáveis.
         Tracejei no livro da minha existência, um novo modo de viver. Sinto-me aliviado por finalmente descobrir que não bastava querer viver e sim vivenciar cada momento com a grandeza da alma.
         Ofereci a mim mesmo a oportunidade da descoberta de novos caminhos. passei a contemplar a natureza com maior intensidade, passei a conversar com os meus órgãos e sistemas, numa aparente demonstração de truncar o ranço do homem velho e descobrir novos mundos de felicidade e de paz.
          Horas doloridas e o mundo de incertezas não podem fazer de cada um de nós modelos de escravos, de perdedores e pessimistas
         Aos que carregam na alma o estigma do insubstituível, faz-se preciso ir em busca de ajuda, de novas ideias para não sustentar pontos de vista antagônicos com a vida.
         Quando Jesus estava se preparando para o grande lançamento da Boa Nova, procurou alternativas seguras para anunciar o Reino de Deus, com o salutar convite de transformar simples pescadores do lago de Genezaré em pescadores habilidosos de almas.
         Por vezes, descubro que somos eternos construtores de obras adornadas de privilégios e que somente nós conseguimos lançar projetos e ações.
         É preciso que o eu individual dê lugar ao eu coletivo, proporcionando maiores responsabilidades e expandindo oportunidades para aqueles que desejam crescer na vida.
         Assim agiam os apóstolos de Jesus. Não que eles não divergissem de algumas coisas. Entretanto, as regras do entendimento fazia-se presente.








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