segunda-feira, 20 de junho de 2011

chao de memorias/“Vagas”...Denuncias

“Vagas”...Denuncias

Lá fora o frio inclemente... uma calçada gelada;
um cobertor velho surrado... um corpo sujo no chão;
um vazio dentro d’ alma... uma revolta no olhar;
transeuntes assustados... diante da vida cruel;
uma igreja suntuosa ...um copo de aguardente...
um sonho que foi desfeito... uma lágrima no olhar;
uma esperança perdida... num rio que já secou;
um político arrogante... sem moral ou sem pudor;
uma ilusão nos aflitos... um grito envolto na dor;
uma mãe carregando o filho... mãos estendidas a pedir;
um jovem belo; drogado... um país andando em ré;
uma professora sem salário... um bombeiro de quepe na mão...
uma lágrima rolando -, nas fendas do rosto seu;
um parasita assaltando...um corpo inerte no chão;
uma criança chorando, quase sempre a pedir pão;
um presidente em falácias...defende a corrupção;
um idoso sem o médico, nos dias de agonia;
morrendo nos corredores, de uma imunda enfermaria;
a palavra  triste de um  poeta, ecoa no infinito;
a luz não chega nas casas deixa revolta e um grito;
um raio de desespero se acumula em muitas mentes;
um velho baú vazio ...farrapos por todos os lados
uma calçada tão fria...  um cobertos velho; rasgado;
triste esperança desfeita ...miséria por todos os cantos;
assim eu vejo meu povo...
este é um triste  legado...

10/06/2011-


Manoel Resende



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