sábado, 25 de junho de 2011

Sinos da Catedral

Quando os sinos lá na igreja... anunciavam o recolhimento; em forma de oração, meu coração aos pedaços; suspirava bem fundo.
Recolhido em minha casa, feita de varas trançadas amarradas uma a uma.
Era todinha trabalhada e fincada até o chão; eu subia no outeiro, cantava um verso ligeiro ,feito com ar de ousadia
Era a minha oração; tal qual uma Ave Maria vendo o sol se recolher;
Eu ficava meditando; trocava um olhar de saudades vendo a tarde que se ia.
Hoje cansado e saudoso, vendo o cabelo cor de prata; me lembro das serenatas, nas noites de lua cheia.
Lembro também do seu olhar, do andar de deusa mimosa, sentados todos na areia, até a última badalada;
 A noite ia  chegando; eu até adivinhando minha mãe a me chamar.
Cabisbaixo quase rude vendo no céu um ataúde dedilhado pelos anjos o coração soluçando, minha mãe sempre chamando para eu lhe ajudar.
Foi-se o tempo de criança, onde os sonhos são contados, todos de forma prudente, preservando as sementes dos tempos que Deus nos deu.
Ando com o semblante liberto, quase sempre a versejar, contando toda história de um menino aventureiro. Teimoso qual um touro bravo...raivoso batendo as patas, no chão do norte ou do sul ...Mesmo assim sigo adiante contando o que poucos contam dos sinos da catedral ...25/05/2011-15:horas

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